Aventureiros:Elgalad (Ednaldo) - Vingador Deva de Pelor que já reencarnou várias vezes e está atrás de matar um inimigo de gerações.
Kael (Carlos) - Eladrin Mago ex-principe de Valfenda que está a procura de sua irmã capturada.
Sparda (Nicolas) - Metamorfo Paladino de Pelor que procura o responsavel pelo exterminio da sua aldeia.
Naele (Natália) - Elfa Xamã que se aventura para conhecer locais novos. Possui um espirito lobo guardião que a protege, porém ela não sabe o motivo.
Gill Random - Meio-Elfo Bardo que a sua única e pura motivação é ter MUITO ouro.
Sessão 6 - A profecia da bruxa
Incentivado por suas dúvidas, Sparda resolver falar com Nemeriem. Após uma curta caminhada, nosso aventureiro bate na porta do mais rabugento dos magos. Foram preciso dez minutos de batidas para que o velho atendesse.
- O que um não-mago faz em minha porta? – pergunta Nemeriem com desgosto, deixando a porta apenas entreaberta e impedindo a entrada do visitante. - Ahhh... É você aquele guerreiro incômodo que veio aqui há muito tempo atrás!
Ignorando totalmente a falta de receptividade do velho rabugento, Sparda questiona Nemeriem sobre o ritual macabro feito nos habitantes de sua cidade natal que fora destruída.
- Encontre a velha Polinarias. Ela sim sabe das coisas e poderá ajudá-lo. Vá até o Bosque da Neblina, achar a casa dela é fácil, basta seguir as vozes.
- Vozes? Que vozes? – retruca Sparda.
- As vozes! - E Nemeriem bate a porta sem mais explicações.
Sparda decide seguir sua única pista rumo às respostas para suas perguntas. Se a velha Polinarias era quem as tinha, ele iria encontrá-la. Próximo ao Bosque da Neblina, ele se depara com seus companheiros Kael e Elgalad, que também já estavam em sua procura pela casa de Polinarias. Os três heróis seguem para o Bosque da Neblina.
Como não poderia deixar ser, o bosque é completamente coberto por uma neblina espessa. É quase impossível enxergar 3 metros a frente, e talvez os cidadãos fossem sortudos por isso. Certas coisas realmente é melhor que não sejam vistas.
Os aventureiros ficaram por algum tempo analisando o caminho – ou a falta dele –, escutando com atenção os murmúrios incompreensíveis vindo do bosque. Eles sentem então que o local tem uma frágil conexão com Faerum (Feywild), o plano paralelo a Lendaria que é um espelho distorcido do mundo conhecido por eles. Lá, diziam, tudo seria mais fantástico: os animais são mais exóticos, as montanhas são mais altas, os abismos mais profundos e a floresta cobre todo o planeta.
Com bravura, os aventureiros iniciam seu caminho pelo bosque. É quando escutam uma voz sombria e trêmula, que os convida:
- Entrem, entrem, não tenham medo...
Os aventureiros continuam a andar, adentrando cada vez mais na floresta escura. A voz volta e impera:
- Não olhem para trás!...
Sparda, Kael e Elgalad desconfiam da veracidade da voz, mas resolvem seguir seu conselho. Uma sensação de estarem sendo observados invade a todos e os incomoda profundamente. Por sua visão periférica, eles conseguem ver grandes olhos vermelhos os observando. Mesmo inseguros e dispostos a contra-atacar, os três continuam em frente, pois estavam em menor número. Os aventureiros começam a correr, a voz sempre a anunciar “Não olhem para trás. Não olhem para trás”.
Eles começam a desconfiar que estão andando em círculos. Ainda correndo, Sparda passa a marcar as árvores com sua espada e, mesmo todos caminhando sempre em frente, após um tempo as marcas voltam a aparecer. As mesmas marcas, as mesmas árvores. Eles estão caminhando em frente, porém não estão indo a lugar algum.
A voz pede:
- Persistam! Não olhem para trás, confiem em mim. Continuem e eu os protegerei.
Mais adiante surge uma casa de madeira de aparência muito antiga. Estranhamento a névoa não se atrevera a se aproximar daquela construção caindo aos pedaços.
- Entrem. – guia mais uma vez a voz.
Assim como por fora, por dentro a casa também parecia totalmente abandonada de qualquer cuidado. Os heróis observam em volta, procurando pelas portas e acabam entrando nos aposentos de Polinarias.
- Bem Vindos, aventureiros. – Polinarias ri em soluços finos.
Polinarias era uma velha bem esquisita e baixinha, com braços e pernas desproporcionais. Ela mexia um caldeirão enquanto ria histericamente, parecendo animada com a chegada dos visitantes. As paredes do cômodo guardavam garrafas de vidro com conteúdo dos mais diversos e raros. Com certeza nenhum deles fora fácil de conseguir.
A velha vai puxando a mão de cada um dos aventureiros para ler. Ela segura a mão com força e ignora os puxões de Sparda. Polinarias diz que a vida dos três aventureiros terá muitas mulheres daquele instante pra frente, mulheres especiais.
Do caldeirão, Polinarias serve uma sopa feita de um Dragão de mil caldas. Kael foi o primeiro a provar o caldo. O ensopado era sem dúvida o melhor ensopado que ele saboreara em toda vida. Sparda também experimenta uma colherada e, aprovando, enche seu cantil com o líquido quente.
Polinarias concorda em responder apenas a um questionamento, nenhum a mais, nenhum a menos. Sparda pergunta novamente sobre sua tribo.
- Procure Nabob Gob. Ele terá uma missão para vocês. Vocês podem descobrir mais com um monstro de crânio amassado.
Kael acaba perguntando sobre os flashbacks que tivera sobre seu passado. Como um bônus, Polinarias não responde ao questionamento, mas lhe dá uma poção. Kael bebe a poção e sente a garganta dormente, porém ela não parece fazer mais nada além disso. A velha diz que já basta e que eles devem ir embora. O grupo persiste em tirar mais alguma informação da bruxa, mas Polinarias engrossa e os enxota de sua casa.
Os heróis vão então atrás de Nabob Gob, um comerciante de artigos às vezes mágicos, mas muitas vezes não. Nabob Gob precisava de um grupo de aventureiros para levar uma encomenda até outra cidade. A tarefa era sigilosa, pois o caminho era secreto e a cidade, Sete Pilares, era praticamente desconhecida pelos cidadãos e comerciantes de Muitas Setas. Nabob Gob entrega um tubo, a encomenda que deveria ser entregue a um hobbit chamado Pé-Peludo. Ele também dá as instruções para chegar até Sete Pilares.
- Tomem muito cuidado. Esse caminho serve também de rota para tráfico de escravos.
Kael, Sparda e Elgalad vão até a guilda recrutar o quarto participante do grupo, Gill Random. Foi uma surpresa encontrar o companheiro bardo arrumando as malas. Gill entrara para uma banda – os Morcegos Uivantes – e estava partindo em uma turnê. Decepcionados, o grupo vai até a Taverna Cuspe No Olho a fim de recrutar um novo integrante. Eles são recebidos por Splurg, o animado goblin barman, porém Splurg diz não conhecer ninguém à altura, infelizmente.
Sem mais opções, os aventureiros seguem em direção à Montanha Radiante. No caminho eles encontram uma garota. Era uma elfa, vestida com roupas adornadas com flores e ao seu lado um lobo muito esquisito. Se aproximando, eles percebem que o lobo tem uma aparência transparente. O lobo rosna com a chegada deles, ficando em posição de ataque.
- Garota, se identifique.
A garota se chamava Naele, viera de uma tribo elfa na Floresta Rubra, em Mystaria. Ela disse estar indo também para a Montanha Radiante, pois ouvira dizerem que era um lugar interessante e estava curiosa para ver as nuvens coloridas que cobriam o local.
- Mystaria? Essa terra não é pra você garota, você não sabe no que está se metendo.
- Não temo as aventuras. Os espíritos da natureza estão comigo.
O lobo se chama Iuri e é o espírito-companheiro da garota.
- Naele, você não conhece essa gente. Não confie neles – ele rosna na defensiva. Mas Kael, Sparda e Elgalad só escutam uivos, então não entendem quando Naele responde para o lobo se acalmar.
- Você fala com ele? – Sparda pergunta.
- Nós temos uma ligação muito forte.
Naele é uma shaman e convence os 3 guerreiros a deixarem-na ir com eles. Os quatro agora prosseguem. De repente encontram uma carroça destruída. Naele pede que Iuri vá à frente e vasculhe o local. Iuri sente ali cheiro de hobgoblins.
O grupo acampa para dormir e fazerem rondas de vigia. Desconfiados, os 3 amigos tiram Naele da ronda. Para dormir em paz, Naele chama um espírito de cão-caçador para tomar conta dela enquanto ela estivesse dormindo.
No dia seguinte, os aventureiros seguem até encontrar o Portal do Minotauro, um enorme portão de ferro com uma mão do mesmo material no meio, saindo da porta. A inscrição dizia “Colocais sua vida em minhas mãos e o caminho será aberto”. Elgalad tenta se colocar em cima da mão, mas é Sparda que corta a si mesmo e despeja uma gota de seu sangue, abrindo a passagem.
Passando pelo portão, eles seguem por uma estrada guiada por várias lanternas nas paredes. O caminho possui muitos caminhos alternativos, grandes buracos nas paredes, mas incapazes de relevar o seu final. O lobo vai à frente quando mais adiante eles escutam sussurros e uma leve luz saindo de um desses buracos. O grupo se aproxima à entrada e escutam a voz aparentemente de um hobgoblin falando com um humanóide.
- Você sabe que irei vendê-lo. – disse a voz do hobgoblin.
- Seu tolo, posso comprar a mim mesmo se quiser.
A primeira voz riu zombateiramente.
Os guerreiros tentam um ataque furtivo, porém falham desastrosamente quando Elgalad grita ao tropeçar e torcer o pé. Hobgoblins formavam uma parede de escudos e avançando os aventureiros descobrem que existe também um mago hobgoblin. No meio da luta, o mago gera uma onda de choque e destrói alguns barris enormes de cerveja, atrapalhando as manobras dos nossos heróis. Apesar de tudo, eles vencem o combate e resgatam o hobbit chamado Pé Peludo, o mesmo ao qual eles deveriam entregar a encomenda.
Um dos hobgoblins se rende e os heróis conseguem arrancar algumas informações. Eles descobrem que a irmã de Kael fora capturada e levada para a Câmara do Olho. No corpo do hobgoblin mago, eles encontram um mapa que os levaria até lá. Pé Peludo oferece para que eles venham com ele até sua estalagem em Sete Pilares.
- Temos uma missão mais urgente no momento. – diz Kael.
O grupo segue por um labirinto até chegarem a um grande portão com um olho. O local é um Templo de Gruumsh, Deus dos monstros, da crueldade e da tortura. Os aventureiros tentam derrubar a porta, mas falham muitas vezes e quando finalmente conseguem encontram os inimigos já preparados. Um hobgoblin chefe era acompanhado por dois soldados e um lobo atroz. Havia um segundo patamar com acesso por duas escadas, uma em cada lado, e era lá que também haviam se armado 3 arqueiros. Os heróis conseguem vencer os capangas e levar o chefe a desmaiar. Porém, já cansados da batalha, os arqueiros quase o matam à flechadas, derrubando um por um. O arqueiro sobrevivente foge. O grupo percebe que o hobgoblin ali prestes a morrer era o Crânio Amassado. Com o objetivo futuro de extrair informações, Sparda estabiliza o inimigo desmaiado e o carrega nos braços. Eles decidem sair dali antes que o arqueiro fugitivo pudesse voltar com reforços.