terça-feira, 18 de agosto de 2009

Sessão 7 - Amassando o amassado

Olá bravos aventureiros!

Estou postando a historia da sessão realizada dia 16/08/09, escrita por Natália.

Nessa sessão há a adição de um novo membro do grupo (nem tão novo assim). Os aventureiros passam pelos perigos do "O Labirinto" e acabam chegando numa cripta e são atacados. Os aventureiros tentam arrancar informação do chefe hobgoblin Cranio Amassado. Será que eles conseguiram?

Aventureiros:

Elgalad - Vingador Deva de Pelor que já reencarnou várias vezes e está atrás de matar um inimigo de gerações.

Kael - Eladrin Mago ex-principe de Valfenda que está a procura de sua irmã capturada.

Sparda - Metamorfo Paladino de Pelor que procura o responsavel pelo exterminio da sua aldeia.

Naele - Elfa Xamã que se aventura para conhecer locais novos. Possui um espirito lobo guardião que a protege, porém ela não sabe o motivo.

(Novo) Gill Random - Meio-Elfo Bardo que a sua única e pura motivação é ter MUITO ouro.

Sessão 7 - Amassando o amassado

Depois de uma batalha exaustiva e com Naele desmaiada, nossos heróis decidem que não haveria condições de continuarem a busca por Ghloria, pois estavam muito cansados e feridos caso encontrassem algum obstáculo ou inimigo. Sparda carrega Naele e o refém Crânio-Amassado nas costas, e todos seguem junto pela estrada das lanternas com o objetivo de repousar por uma noite na estalagem que o hobbit Pé-Peludo oferecera a eles anteriormente.

De repente Crânio-Achatado começa acordar e a dar esmurros na tentativa de se livrar dos braços de Sparda. Porém o hobgoblin ainda está fraco e com um soco de Sparda ele volta a desmaiar. Naele também acorda e passa a caminhar ao lado de seus companheiros.

Os aventureiros continuam a andar e procuram seguir as instruções do mapa, que acaba se mostrando por muitas vezes mais confuso do que esclarecedor. A estrada é longa e o caminho fica cada vez mais difícil, repleto de escaladas e trechos tão apertados que mal se passava.

Surge então, em frente a eles, uma grande porta de ferro. A porta parece antiga, em algum ponto no passado deve ter havido escrituras em sua superfície, porém agora eram impossíveis de se ler. Estava semi-aberta, com uma pilha de escombros dificultando a passagem.

Mesmo diante do empecilho, e guiados pelo mapa em mãos, os heróis entram no local. O cômodo possui um altar ao centro com os restos mortais de uma estátua quase destruída por completo. Com esforço, Elgalad identifica que aquele monumento fora de Tiamat, Deus da destruição representado por um dragão de 5 cabeças. Sem mais informações, os aventureiros tentam atravessar o cômodo até a outra porta, porém são atacados por wights.

Inicia-se uma nova batalha. Apesar de cansados e sem mais poções ou poderes de cura, os heróis lutam bravamente. Enquanto eles tentam dar conta dos inimigos de corpos secos e cinzas, aparece a Wight Bruxa, velha conhecida de Kael, Elgalad e Sparda.

Quando parece que nossos aventureiros não agüentariam até o final, surge Gill, o bardo abandonador de guildas. Gill ajuda os antigos companheiros na luta e divide goles de sua poção restauradora. A batalha termina com a vitória para os aventureiros.

Sentindo a ainda raiva do grupo por seu abandono, Gill explica que estava tocando em Sete Pilares quando ficou sabendo por Pé-Peludo de alguns guerreiros a caminho da cidade.

- Tem um guerreiro peludo como um leão? – perguntara ele a Pé-Peludo.

- Sim.

- Tem também um meio... Roxo?

- Sim.

- E um eladrin fresco tem?

- Com certeza.

“E foi então que eu concluí ‘São eles!’”, contou Gill. Só não entendia quem era a garota do lobo transparente, tampouco o hobgoblin da Crânio Achatado desmaiado ao canto; e os heróis trataram de explicar. Segundo Gill, ele havia decidido ir atrás dos amigos e como a informação que tivera era de que eles estavam na Caverna do Olho, para lá fora. Foi pura sorte os caminhos se baterem e os encontrar no percurso.

Obviamente ninguém acreditou nessa história e ele teve que admitir que Pé-Peludo pagara a ele para ajudar o grupo.

Todos seguem então para Sete Pilares. A cidade é subterrânea e seu nome não é à toa: existem enormes pilares que seguram a cidade em pé. Uma cachoeira passava ao meio, formando um rio que divide a cidade em duas. No centro, uma grande elevação alocava um mago de vestimentas vermelhas, os olhos da cidade e quem a tudo observava. Os heróis também puderam ver vários minotauros de bronze espalhados pelo local; eram os guardiões de Sete Pilares.

Elgalad avista em meio à multidão seu inimigo mortal, Valefor. Tomado pelo ódio, Elgalad vai em direção a ele, mas é impedido por Sparda. Acontece que Sete Pilares é totalmente vigiada e qualquer atitude que gere desavenças é punida com a morte. Ali, monstros, vilões e guerreiros estão no mesmo patamar. Sparda e Elgalad discutem, mas ao final Valefor já havia desaparecido.

- Você me fez perder uma oportunidade! – grita rancoroso o deva.

- Um dia você verá que eu salvei sua vida, meu amigo.

O grupo anda pela cidade, com o corpo de Crânio Amassado ainda desmaiado e indefeso nos braços de Sparda. Em Sete Pilares, um motivo para serem parados pelo policial Ogro Brugg. O ogro fica desconfiado, mas Gill, que é um mentiroso dos bons, toma a frente da situação:

- Sabe como é Policial Brugg, nosso amigo aqui, ele passou dos limites. Você conhece uma bebida chamada tequila Brugg? É uma bebida fantástica, fantástica. Mas no terceiro copinho, é isto que lhe acontece. – e apontou para o corpo desmaiado.

- Tudo bem, podem passar.

- Muito grato, muito grato. Traremos uma garrafa de tequila da próxima vez.

Os aventureiros enfim chegam a uma taverna de cor negra, feita de uma madeira difícil de queimar. O Troll Saltitante, a estalagem de Pé-Peludo, com certeza aparentava ser o lugar mais popular para se beber algo e encontrar os mais diferentes tipos de criaturas. Em uma das mesas, gnomos jogavam animadamente poker infernal, em meio a pessoas comendo e tomando uma cerveja. Saindo de trás do balcão, o pequeno Pé-Peludo vinha acompanhado do troll-barman Arkk. Vez ou outra o hobbit subia nas costas do troll para rodar todas as mesas entregando as bebidas dos clientes até chegar aos seus mais novos visitantes:

- Olá meus amigos!

- Olá nada, são 50 POs.- apressou-se Gill.

O bar fedia muito e era muito barulhento. Pé-Peludo ofereceu ao grupo uma rodada de cerveja e sua hospitalidade. Não deixou de questionar sobre o hobgoblin desmaiado, porém lhe foi contada a mesma desculpa do amigo beberrão.

Os nossos aventureiros, no entanto, ainda precisavam de um local isolado para poder interrogar o Crânio Amassado. Eles perguntaram se Pé-Peludo não teria uma adega que eles pudessem usar. Pé-Peludo negou algumas vezes, mas acabou admitindo ter uma adega e permitindo seu uso por apenas 10 PO. Metade dos personagens dessa história são exploradores-capitalistas-selvagens. Mesmo sendo pago, o pequeno hobbit viu o grupo descer até a adega com o olhar desconfiado e inseguro.

Chegando lá, Kael inicia seu ritual do silêncio, evitando qualquer som de chegar até os ouvidos alheios lá em cima. Antes de acordarem o Crânio Achatada, Sparda e Gill planejam quais serão as táticas utilizadas.

O refém é amarrado em uma cadeira e despertado. Sparda começa a bater nele com raiva enquanto aperta seu pescoço. O guerreiro com feições de leão quer a verdade e não tem receio em usar a força para consegui-la. Sparda grita e tenta intimidar o inimigo. No entanto Crânio Amassado parece mais prestes a sufocar.

É quando surge Gill, com a segunda parte do plano. Gill vestes roupas brancas, encenando um Mago que representasse a Paz na cidade.

- O que é isso? O que está acontecendo na minha cidade?

O falso mago convence Crânio Amassado de que a violência não era permitida em Sete Pilares – como realmente não o é – e que ele não os puniria desde que ambas as partes a chegassem a um consenso. “Você conta tudo que sabe ao nosso amigo aqui e ele promete nunca mais tratar outro ser vivo dessa maneira bruta”. O homem de branco coloca as mãos sob o ombro do refém e o cura de parte de seu cansaço e ferimentos.

Crânio Amassado acredita fielmente em Gill e decide falar a verdade. Perguntado sobre a irmã de Kael, ele diz que ela foi vendida aos Duergars, anões negros que possuíam uma loja ali perto, em Sete Pilares.

Sparda questiona também sobre sua tribo, desaparecida misteriosamente há anos e anos.

- Ei, eu conheço você.... – Crânio Amassado observa o rosto leonino de Sparda e sorri sarcasticamente.

Ele explica que isso acontecera logo quando ele acabava de entrar para os traficantes de escravos.

- Eles já estavam em jaulas naquela época.

- Em jaulas? – Sparda berra raivoso, por alguns segundos esquecendo completamente da encenação de Mago da Paz de Gill.

- Mas eles foram vendidos há muito tempo atrás para... Não me recordo quem, era algum nome começado com V, disso eu sei.

- Valefor! – Elgalad deixa escapar entre dentes.

Diante da distração, Crânio Amassado tenta escapar, mas Sparda age automaticamente e dá um soco maior do que o previsto, deixando o corpo sem olhar pra trás. Kael usa seus poderes de fogo para queimar o corpo. Gill não aprova a atitude e some da adega, sem querer participar de qualquer futuro problema com as autoridades de Sete Pilares.

Esquecidos de que a adega não era deles, Kael, Naele e Elgalad sobem para o bar novamente e encontram Arkk, o troll. Pé Peludo o mandara dar uma olhada no que estava acontecendo em sua adega e o fiel barman estava se dirigindo para lá. Sabendo exatamente o que Arkk encontraria escada abaixo, o grupo convence o troll de que na verdade Pé Peludo o mandara tirar o lixo, e não revistar a adega. Okk fica confuso por um instante, mas consciente de sua falta de habilidade mental, muda sua direção para tirar o lixo.

Kael e Elgalad descem correndo para a adega e queimam o corpo do hobgoblin, colocando os restos mortais em um dos barris de cerveja. Para disfarçar que estava bebendo, Elgalad esparrama várias mãos de cerveja em seu corpo e rosto. O cheiro sobe, deixando Kael enjoado. Ele molha apenas a ponta do dedo no barril “Já está bom, não é mesmo?”. Os dois sobem, carregando o barril junto e fingem estar bêbados e que querem comprar o barril de cerveja para levarem pro quarto. Pé-Peludo chega e não vendo nada de anormal – afinal lidava com beberrões todos os dias – vende a cerveja a eles.

A cidade dorme.

Mais uma manhã, mas em Sete Pilares toda hora é noite, já que a cidade não vê a luz do sol. “Essa cidade não recebe as bênçãos de Pelor”, dissera Elgalad assim que haviam entrado em Sete Pilares.

Kael e Elgalad acordam e carregam o barril com eles. Seguem os dois até fora das fronteiras da cidade e adentram onde ontem eles estiveram. Eles decidem deixar o barril com os restos do corpo por ali, escondido entre os escrombos. Enquanto isso, Naele e Sparda saem para comprar poções de cura para todos do grupo.

Aposto que na próxima aventura eles hão de precisar.

Sessão 6 - A profecia da bruxa

Olá bravos aventureiros!

Estou postando aqui a historia da sessão realizada no dia 09/08/09 do RPG que estou mestrando! O sistema é D&D4e no mundo de Lendaria, onde ocorreu a guerra dos deuses e vários planos viraram um só. Essa historia foi escrita por Natália. Num futuro proximo procurarei escrever um resumo das 5 primeiras sessões.

Nessa sessão os nossos aventureiros irão falar com a bruxa Polinarias no Bosque da Nevoa, partindo numa busca pelo monstro de cranio amassado.

Aventureiros:

Elgalad (Ednaldo) - Vingador Deva de Pelor que já reencarnou várias vezes e está atrás de matar um inimigo de gerações.

Kael (Carlos) - Eladrin Mago ex-principe de Valfenda que está a procura de sua irmã capturada.

Sparda (Nicolas) - Metamorfo Paladino de Pelor que procura o responsavel pelo exterminio da sua aldeia.

Naele (Natália) - Elfa Xamã que se aventura para conhecer locais novos. Possui um espirito lobo guardião que a protege, porém ela não sabe o motivo.

Gill Random - Meio-Elfo Bardo que a sua única e pura motivação é ter MUITO ouro.

Sessão 6 - A profecia da bruxa

Incentivado por suas dúvidas, Sparda resolver falar com Nemeriem. Após uma curta caminhada, nosso aventureiro bate na porta do mais rabugento dos magos. Foram preciso dez minutos de batidas para que o velho atendesse.

- O que um não-mago faz em minha porta? – pergunta Nemeriem com desgosto, deixando a porta apenas entreaberta e impedindo a entrada do visitante. - Ahhh... É você aquele guerreiro incômodo que veio aqui há muito tempo atrás!

Ignorando totalmente a falta de receptividade do velho rabugento, Sparda questiona Nemeriem sobre o ritual macabro feito nos habitantes de sua cidade natal que fora destruída.

- Encontre a velha Polinarias. Ela sim sabe das coisas e poderá ajudá-lo. Vá até o Bosque da Neblina, achar a casa dela é fácil, basta seguir as vozes.

- Vozes? Que vozes? – retruca Sparda.

- As vozes! - E Nemeriem bate a porta sem mais explicações.

Sparda decide seguir sua única pista rumo às respostas para suas perguntas. Se a velha Polinarias era quem as tinha, ele iria encontrá-la. Próximo ao Bosque da Neblina, ele se depara com seus companheiros Kael e Elgalad, que também já estavam em sua procura pela casa de Polinarias. Os três heróis seguem para o Bosque da Neblina.

Como não poderia deixar ser, o bosque é completamente coberto por uma neblina espessa. É quase impossível enxergar 3 metros a frente, e talvez os cidadãos fossem sortudos por isso. Certas coisas realmente é melhor que não sejam vistas.

Os aventureiros ficaram por algum tempo analisando o caminho – ou a falta dele –, escutando com atenção os murmúrios incompreensíveis vindo do bosque. Eles sentem então que o local tem uma frágil conexão com Faerum (Feywild), o plano paralelo a Lendaria que é um espelho distorcido do mundo conhecido por eles. Lá, diziam, tudo seria mais fantástico: os animais são mais exóticos, as montanhas são mais altas, os abismos mais profundos e a floresta cobre todo o planeta.

Com bravura, os aventureiros iniciam seu caminho pelo bosque. É quando escutam uma voz sombria e trêmula, que os convida:

- Entrem, entrem, não tenham medo...

Os aventureiros continuam a andar, adentrando cada vez mais na floresta escura. A voz volta e impera:

- Não olhem para trás!...

Sparda, Kael e Elgalad desconfiam da veracidade da voz, mas resolvem seguir seu conselho. Uma sensação de estarem sendo observados invade a todos e os incomoda profundamente. Por sua visão periférica, eles conseguem ver grandes olhos vermelhos os observando. Mesmo inseguros e dispostos a contra-atacar, os três continuam em frente, pois estavam em menor número. Os aventureiros começam a correr, a voz sempre a anunciar “Não olhem para trás. Não olhem para trás”.

Eles começam a desconfiar que estão andando em círculos. Ainda correndo, Sparda passa a marcar as árvores com sua espada e, mesmo todos caminhando sempre em frente, após um tempo as marcas voltam a aparecer. As mesmas marcas, as mesmas árvores. Eles estão caminhando em frente, porém não estão indo a lugar algum.

A voz pede:

- Persistam! Não olhem para trás, confiem em mim. Continuem e eu os protegerei.

Mais adiante surge uma casa de madeira de aparência muito antiga. Estranhamento a névoa não se atrevera a se aproximar daquela construção caindo aos pedaços.

- Entrem. – guia mais uma vez a voz.

Assim como por fora, por dentro a casa também parecia totalmente abandonada de qualquer cuidado. Os heróis observam em volta, procurando pelas portas e acabam entrando nos aposentos de Polinarias.

- Bem Vindos, aventureiros. – Polinarias ri em soluços finos.

Polinarias era uma velha bem esquisita e baixinha, com braços e pernas desproporcionais. Ela mexia um caldeirão enquanto ria histericamente, parecendo animada com a chegada dos visitantes. As paredes do cômodo guardavam garrafas de vidro com conteúdo dos mais diversos e raros. Com certeza nenhum deles fora fácil de conseguir.

A velha vai puxando a mão de cada um dos aventureiros para ler. Ela segura a mão com força e ignora os puxões de Sparda. Polinarias diz que a vida dos três aventureiros terá muitas mulheres daquele instante pra frente, mulheres especiais.

Do caldeirão, Polinarias serve uma sopa feita de um Dragão de mil caldas. Kael foi o primeiro a provar o caldo. O ensopado era sem dúvida o melhor ensopado que ele saboreara em toda vida. Sparda também experimenta uma colherada e, aprovando, enche seu cantil com o líquido quente.

Polinarias concorda em responder apenas a um questionamento, nenhum a mais, nenhum a menos. Sparda pergunta novamente sobre sua tribo.

- Procure Nabob Gob. Ele terá uma missão para vocês. Vocês podem descobrir mais com um monstro de crânio amassado.

Kael acaba perguntando sobre os flashbacks que tivera sobre seu passado. Como um bônus, Polinarias não responde ao questionamento, mas lhe dá uma poção. Kael bebe a poção e sente a garganta dormente, porém ela não parece fazer mais nada além disso. A velha diz que já basta e que eles devem ir embora. O grupo persiste em tirar mais alguma informação da bruxa, mas Polinarias engrossa e os enxota de sua casa.

Os heróis vão então atrás de Nabob Gob, um comerciante de artigos às vezes mágicos, mas muitas vezes não. Nabob Gob precisava de um grupo de aventureiros para levar uma encomenda até outra cidade. A tarefa era sigilosa, pois o caminho era secreto e a cidade, Sete Pilares, era praticamente desconhecida pelos cidadãos e comerciantes de Muitas Setas. Nabob Gob entrega um tubo, a encomenda que deveria ser entregue a um hobbit chamado Pé-Peludo. Ele também dá as instruções para chegar até Sete Pilares.

- Tomem muito cuidado. Esse caminho serve também de rota para tráfico de escravos.

Kael, Sparda e Elgalad vão até a guilda recrutar o quarto participante do grupo, Gill Random. Foi uma surpresa encontrar o companheiro bardo arrumando as malas. Gill entrara para uma banda – os Morcegos Uivantes – e estava partindo em uma turnê. Decepcionados, o grupo vai até a Taverna Cuspe No Olho a fim de recrutar um novo integrante. Eles são recebidos por Splurg, o animado goblin barman, porém Splurg diz não conhecer ninguém à altura, infelizmente.

Sem mais opções, os aventureiros seguem em direção à Montanha Radiante. No caminho eles encontram uma garota. Era uma elfa, vestida com roupas adornadas com flores e ao seu lado um lobo muito esquisito. Se aproximando, eles percebem que o lobo tem uma aparência transparente. O lobo rosna com a chegada deles, ficando em posição de ataque.

- Garota, se identifique.

A garota se chamava Naele, viera de uma tribo elfa na Floresta Rubra, em Mystaria. Ela disse estar indo também para a Montanha Radiante, pois ouvira dizerem que era um lugar interessante e estava curiosa para ver as nuvens coloridas que cobriam o local.

- Mystaria? Essa terra não é pra você garota, você não sabe no que está se metendo.

- Não temo as aventuras. Os espíritos da natureza estão comigo.

O lobo se chama Iuri e é o espírito-companheiro da garota.

- Naele, você não conhece essa gente. Não confie neles – ele rosna na defensiva. Mas Kael, Sparda e Elgalad só escutam uivos, então não entendem quando Naele responde para o lobo se acalmar.

- Você fala com ele? – Sparda pergunta.

- Nós temos uma ligação muito forte.

Naele é uma shaman e convence os 3 guerreiros a deixarem-na ir com eles. Os quatro agora prosseguem. De repente encontram uma carroça destruída. Naele pede que Iuri vá à frente e vasculhe o local. Iuri sente ali cheiro de hobgoblins.

O grupo acampa para dormir e fazerem rondas de vigia. Desconfiados, os 3 amigos tiram Naele da ronda. Para dormir em paz, Naele chama um espírito de cão-caçador para tomar conta dela enquanto ela estivesse dormindo.

No dia seguinte, os aventureiros seguem até encontrar o Portal do Minotauro, um enorme portão de ferro com uma mão do mesmo material no meio, saindo da porta. A inscrição dizia “Colocais sua vida em minhas mãos e o caminho será aberto”. Elgalad tenta se colocar em cima da mão, mas é Sparda que corta a si mesmo e despeja uma gota de seu sangue, abrindo a passagem.

Passando pelo portão, eles seguem por uma estrada guiada por várias lanternas nas paredes. O caminho possui muitos caminhos alternativos, grandes buracos nas paredes, mas incapazes de relevar o seu final. O lobo vai à frente quando mais adiante eles escutam sussurros e uma leve luz saindo de um desses buracos. O grupo se aproxima à entrada e escutam a voz aparentemente de um hobgoblin falando com um humanóide.

- Você sabe que irei vendê-lo. – disse a voz do hobgoblin.

- Seu tolo, posso comprar a mim mesmo se quiser.

A primeira voz riu zombateiramente.

Os guerreiros tentam um ataque furtivo, porém falham desastrosamente quando Elgalad grita ao tropeçar e torcer o pé. Hobgoblins formavam uma parede de escudos e avançando os aventureiros descobrem que existe também um mago hobgoblin. No meio da luta, o mago gera uma onda de choque e destrói alguns barris enormes de cerveja, atrapalhando as manobras dos nossos heróis. Apesar de tudo, eles vencem o combate e resgatam o hobbit chamado Pé Peludo, o mesmo ao qual eles deveriam entregar a encomenda.

Um dos hobgoblins se rende e os heróis conseguem arrancar algumas informações. Eles descobrem que a irmã de Kael fora capturada e levada para a Câmara do Olho. No corpo do hobgoblin mago, eles encontram um mapa que os levaria até lá. Pé Peludo oferece para que eles venham com ele até sua estalagem em Sete Pilares.

- Temos uma missão mais urgente no momento. – diz Kael.

O grupo segue por um labirinto até chegarem a um grande portão com um olho. O local é um Templo de Gruumsh, Deus dos monstros, da crueldade e da tortura. Os aventureiros tentam derrubar a porta, mas falham muitas vezes e quando finalmente conseguem encontram os inimigos já preparados. Um hobgoblin chefe era acompanhado por dois soldados e um lobo atroz. Havia um segundo patamar com acesso por duas escadas, uma em cada lado, e era lá que também haviam se armado 3 arqueiros. Os heróis conseguem vencer os capangas e levar o chefe a desmaiar. Porém, já cansados da batalha, os arqueiros quase o matam à flechadas, derrubando um por um. O arqueiro sobrevivente foge. O grupo percebe que o hobgoblin ali prestes a morrer era o Crânio Amassado. Com o objetivo futuro de extrair informações, Sparda estabiliza o inimigo desmaiado e o carrega nos braços. Eles decidem sair dali antes que o arqueiro fugitivo pudesse voltar com reforços.